O amor assim como as coisas vitais necessita de morte
constante, pois a partir da morte, um novo todo se organiza de forma jovial e
livre de preconceitos. Assim são nossas células que constantemente morrem e dão
lugar a um novo emaranhado de células e nossas crianças que ao nascer enxergam
o mundo sem a preocupação do que é moralmente aceito pela nossa sociedade, ou
seja, apenas enxergam livres de qualquer paradigma que funcione como um
nevoeiro a fim de ocultar ou desfigurar sua percepção.
Um amor carregado de preconceitos será sempre amor
aprisionado de sua consciência, que morrerá aos poucos deixando vestígios
irremediáveis no seu intimo, assim sendo, a cada relacionamento perdido uma
parte dos pequenos vestígios darão forma a um todo organizado chamado egoísmo,
vírus que se alimenta na certeza absoluta, acomodação e satisfação daquilo que
por si só lhe agrada, que é imperceptível às consequências que de forma
inexorável abala corações inocentes. Neste ponto a perspectiva de amor já está
seriamente afetada, uma por considerar o amor como uma perspectiva e não como
natural essência e outra pelo fato de que os atos sempre estarão ligados à
satisfação do ego e não a satisfação do conjunto.
só não entendo o segundo parágrafo kkkkkk
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