sexta-feira, 20 de abril de 2012

Trecho do livro "Filosofia Social" - J. Feinberg


"É possível tratar seres humanos com drogas, hipnose ou outras técnicas de lavagem cerebral, de modo que se tornem instrumentos moldáveis nas mãos de seus manipuladores, uteis como meios para os fins de seus manipuladores, mas com todos os seus próprios objetivos sérios, totalmente obliterados. Uma vez que seres humanos se encontrem nessas condições, poderão não ter consciência de estarem sendo explorados ou degradados, tendo chegado ao ponto de aceitar e internalizar a imagem que seus exploradores fazem deles como sendo a deles mesmos. Nesse estado, seres humanos poderiam ser criados como sugeriu Swift, como alimento, engordados durante alguns anos, e então abatidos (humanamente, é claro); ou poderiam ser atrelados, como burros de cargas, a carroças ou pedras de moinho. Seria um bom negócio. Bem como de boa moral tratá-los com bondade (desde que fossem obedientes), pois dessa forma seria possível, a longo prazo, conseguir-se que trabalhassem mais. É claro que bondade, e “humanidade” embora sejam suficientes para satisfazer os direitos de um animal, não são suficientes para seres humanos que, portanto, têm que possuir um tipo de direito diferente do que é deliberadamente negado a animais. É um direito a um tipo superior de respeito, uma dignidade inviolada, que, como uma categoria ampla, inclui os direitos negativos de não sofrer lavagem cerebral, de não ser transformado num instrumento dócil para os objetivos de terceiros, e de não ser convertido em animal domesticado."

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Exaltações a Criatividade


Cadê a inspiração quando preciso dela? É quase sempre assim, momento que antecede a escrita é interrogação, vazio na mente, brancura que tem sede de cor e forma... Nomeia-se então este branco como: desejo.  O desejo de tornar existente, de criar, transformar aquilo que é intuitivo e embaraçado em algo organizado através de letras que originam palavras e frases, tornando-as expressões de sentimentos, ideias ou simplesmente a vontade de ocupar com palavras personalizadas o momento ocioso.
Talvez seja assim... A inspiração surgindo a partir do desejo e iniciativa.
Por isso exaltações para o vazio, o branco, o ócio, a tudo aquilo que nos permita criar novas cores e novas formas.


“A imaginação é mais importante que o conhecimento.” Albert Einstein.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Trecho do Livro "Quando eu voltar a ser criança" de Janusz Korczak


"Acabou o primeiro dia da minha nova infância. Quanta coisa em um só dia! Só registrei algumas das experiências, aquelas que a lembrança por acaso me passou, aquelas que levaram mais tempo. Se impressões caem em cima da gente que nem enxurrada de verão, como guardar e descrever todas as gotas da chuva? É possível, por acaso, contar as ondas agitadas de um rio que está transbordando?
Fui esquimó e cachorro, persegui e fugi da perseguição, fui vencedor e inocente vítima do acaso, artista e filósofo: a vida virou uma banda que toca música para mim. Compreendo agora que a criança pode ser um músico amadurecido; e se penetrarmos mais a fundo no seu desenho e na sua fala, quando ela finamente confiar em si mesma e começar a falar, e nós captarmos o que tem de especial e digno na sua expressão, encontraremos nela um mestre dos sentimentos, um poeta, um artista plástico. Assim será. Mas não somos adultos ainda. Temos raízes presas demais na vida material."

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Fast Fools de Paulínia!

Vou dizer que me sinto incomodado com o fato de mais um novo restaurante fast-food  (o mais classico de todos) ser montado na cidade e atrair tanto a população Paulínense. (embora não com muita frequencia eu ainda vá até essas instituições que fazem da alimentação um entretenimento baseado em interesses financeiros)
Sendo eu parte da estatistica que incomoda a mim mesmo, preciso lhe explicar o fato de minha presença neste local , e o motivo mais plausível e menos absurdo é: vou pelo incomodo que sinto ao aparentar ser uma pessoa anti-social negando um convite ou, prefiro financiar essa porcaria em troca de um convite até o restaurante para agradar a namorada.
Mas a questão que mais incomoda não é o crescente numero de restaurantes "fast-fools" ou outras instituições lucrativas que fazem cócegas na ansiedade de posse, participação daquilo que não necessitamos. (se ao menos ainda houvesse aqueles parquinhos para as crianças... mas nem isso) O que realmente incomoda é o fato de não termos ainda nenhuma Livraria na cidade, isso é incomodo.
Mas não sentimos fome de livros, figuras, quadrinhos, estorias... que fracasso seria se existissem os Fast-pages ou algo do genero, qual seria a demanda? Os livros são caros e demorados de ler, é mais facil saciar o prazer com uma estantânea mordida em um lanche queijo molho especial, cebola, picles num pão com gegelim do que folhear algumas páginas de um livro.
Realmente me incomoda o fato de não termos um espaço onde possamos andar por pratileiras de livros, folhear aqueles que causam espanto pela capa, procurar livros do seu autor predileto,  ter 5 minutos para ler alguma materia engraçada... As livrarias são os lugares que mais me causam euforia, com certeza causa euforia em muita gente, mas por enquanto só temos fast´foods na Cidade.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Um mundo de Hobbit´s


Se as pessoas assim como Bilbo Bolseiro dessem mais valor a comida, o lar e a cama, sem sombra de duvidas teríamos pessoas mais fraternas, acolhedoras e solidarias. Mas nós, seres humanos inquietos e insatisfeitos, temos uma falsa sensação da necessidade de acumular riquezas que no final terá a utilidade de nos tornar pessoas egoístas. Mas poderoso não é aquele que obtém o poder para ser feliz, é aquele que encontra a felicidade longe do seu uso.