domingo, 10 de março de 2013

Dissertação sobre o filme " O Homem que mudou o Jogo"


 O filme conta a história de Billy Beane ex-jogador de baseball (vítima do sistema equivocado de seleção de atletas) e atual gerente geral do time Oakland, que para superar as contradições e paradigmas equivocados no meio esportivo, utiliza ferramentas estatísticas para selecionar o time que irá conduzi-lo à vitória.
Em síntese, as dificuldades encontradas por Beane é o orçamento precário que o mesmo dispõe para contratar/comprar atletas de alto nível para constituir a equipe.
No sistema atual os meios de avaliação para caracterizar um atleta de “alto nível” são equivocados, pois analisam uma pequena parcela de sua capacidade atual, analisam em uma perspectiva onde prevalecem os feitos e méritos de épocas anteriores, e é claro, como quesito primordial verificam sua competência de ser “caro”. (influência midiática que inconscientemente molda a mente do treinador, fazendo-o acreditar que um time vencedor é constituído por objetos valiosos).
Desse modo, a perspectiva atual de seleção analisa o indivíduo em si, e não as possibilidades de sua influência no grupo e a sua competência para alcançar o ideal coletivo. (chegar à base, vencer o jogo).
Jogar o jogo que o sistema criou levaria Beane à ruína, portanto era a hora de mudar o jogo, hora de analisar o problema de forma reflexiva, atuar de forma inovadora mesmo na incerteza do êxito, resiliência para superar os mais tradicionalistas e inertes ao problema (técnicos, olheiros “experientes”), utilização de ferramentas uteis para alcançar as respostas (contratação do analista novato Peter Brand), a capacidade de refletir sobre as atuais perguntas de forma a averiguar se as mesmas o aproximam do objetivo almejado.
O filme reflete sobre a capacidade de análise e a utilização de ferramentas técnicas que dão suporte para a ação.
Trazendo o enredo do filme para o cotidiano é possível comparar situações semelhantes, seja na politica, na universidade, nos centros esportivos, nas empresas, ou em qualquer outro meio de controle mediado por prescrições, leis ou padrões.
No meio esportivo, por exemplo, nossas intenções ou nossa vontade é severamente restringida caso se oponha ao ideal da alta hierarquia que momentaneamente, ou na maioria das vezes é influenciada por uma entidade maior, preocupada com a reputação e acima de tudo ao lucro.
 Da mesma forma a intenção de iniciar um projeto científico no meio Acadêmico pode ser moldada à vontade de um orientador, que por sua vez é limitado pela regência e politica de pesquisa da faculdade, que porventura é relacionada ao capital, assim sendo, a gênese da vontade e o desenrolar da mesma, perde a autenticidade.
A Questão é como ser autêntico dentro de um sistema onde as coisas fluem em direção a um ideal tradicionalista, até que ponto submeter-se a isso, há maneiras de modificar as regras desse jogo? Se sim, como proceder?
São perguntas que devem ser feitas a todo o momento, e as respostas necessitam não somente de um conhecimento técnico específico extraído a partir de uma graduação, para isso é necessário ir além, entender a lógica do jogo que se pretende mudar.
Mudar o jogo é necessário, pois ir contra a corrente instaura-se o caos, e é no intermédio entre a desordem e a ordem que existe uma ampla gama de possibilidades, entre elas, a possibilidade de estruturar um jogo de regras flexíveis com um apontamento ao benefício social.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Trecho do livro "Filosofia Social" - J. Feinberg


"É possível tratar seres humanos com drogas, hipnose ou outras técnicas de lavagem cerebral, de modo que se tornem instrumentos moldáveis nas mãos de seus manipuladores, uteis como meios para os fins de seus manipuladores, mas com todos os seus próprios objetivos sérios, totalmente obliterados. Uma vez que seres humanos se encontrem nessas condições, poderão não ter consciência de estarem sendo explorados ou degradados, tendo chegado ao ponto de aceitar e internalizar a imagem que seus exploradores fazem deles como sendo a deles mesmos. Nesse estado, seres humanos poderiam ser criados como sugeriu Swift, como alimento, engordados durante alguns anos, e então abatidos (humanamente, é claro); ou poderiam ser atrelados, como burros de cargas, a carroças ou pedras de moinho. Seria um bom negócio. Bem como de boa moral tratá-los com bondade (desde que fossem obedientes), pois dessa forma seria possível, a longo prazo, conseguir-se que trabalhassem mais. É claro que bondade, e “humanidade” embora sejam suficientes para satisfazer os direitos de um animal, não são suficientes para seres humanos que, portanto, têm que possuir um tipo de direito diferente do que é deliberadamente negado a animais. É um direito a um tipo superior de respeito, uma dignidade inviolada, que, como uma categoria ampla, inclui os direitos negativos de não sofrer lavagem cerebral, de não ser transformado num instrumento dócil para os objetivos de terceiros, e de não ser convertido em animal domesticado."

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Exaltações a Criatividade


Cadê a inspiração quando preciso dela? É quase sempre assim, momento que antecede a escrita é interrogação, vazio na mente, brancura que tem sede de cor e forma... Nomeia-se então este branco como: desejo.  O desejo de tornar existente, de criar, transformar aquilo que é intuitivo e embaraçado em algo organizado através de letras que originam palavras e frases, tornando-as expressões de sentimentos, ideias ou simplesmente a vontade de ocupar com palavras personalizadas o momento ocioso.
Talvez seja assim... A inspiração surgindo a partir do desejo e iniciativa.
Por isso exaltações para o vazio, o branco, o ócio, a tudo aquilo que nos permita criar novas cores e novas formas.


“A imaginação é mais importante que o conhecimento.” Albert Einstein.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Trecho do Livro "Quando eu voltar a ser criança" de Janusz Korczak


"Acabou o primeiro dia da minha nova infância. Quanta coisa em um só dia! Só registrei algumas das experiências, aquelas que a lembrança por acaso me passou, aquelas que levaram mais tempo. Se impressões caem em cima da gente que nem enxurrada de verão, como guardar e descrever todas as gotas da chuva? É possível, por acaso, contar as ondas agitadas de um rio que está transbordando?
Fui esquimó e cachorro, persegui e fugi da perseguição, fui vencedor e inocente vítima do acaso, artista e filósofo: a vida virou uma banda que toca música para mim. Compreendo agora que a criança pode ser um músico amadurecido; e se penetrarmos mais a fundo no seu desenho e na sua fala, quando ela finamente confiar em si mesma e começar a falar, e nós captarmos o que tem de especial e digno na sua expressão, encontraremos nela um mestre dos sentimentos, um poeta, um artista plástico. Assim será. Mas não somos adultos ainda. Temos raízes presas demais na vida material."

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Fast Fools de Paulínia!

Vou dizer que me sinto incomodado com o fato de mais um novo restaurante fast-food  (o mais classico de todos) ser montado na cidade e atrair tanto a população Paulínense. (embora não com muita frequencia eu ainda vá até essas instituições que fazem da alimentação um entretenimento baseado em interesses financeiros)
Sendo eu parte da estatistica que incomoda a mim mesmo, preciso lhe explicar o fato de minha presença neste local , e o motivo mais plausível e menos absurdo é: vou pelo incomodo que sinto ao aparentar ser uma pessoa anti-social negando um convite ou, prefiro financiar essa porcaria em troca de um convite até o restaurante para agradar a namorada.
Mas a questão que mais incomoda não é o crescente numero de restaurantes "fast-fools" ou outras instituições lucrativas que fazem cócegas na ansiedade de posse, participação daquilo que não necessitamos. (se ao menos ainda houvesse aqueles parquinhos para as crianças... mas nem isso) O que realmente incomoda é o fato de não termos ainda nenhuma Livraria na cidade, isso é incomodo.
Mas não sentimos fome de livros, figuras, quadrinhos, estorias... que fracasso seria se existissem os Fast-pages ou algo do genero, qual seria a demanda? Os livros são caros e demorados de ler, é mais facil saciar o prazer com uma estantânea mordida em um lanche queijo molho especial, cebola, picles num pão com gegelim do que folhear algumas páginas de um livro.
Realmente me incomoda o fato de não termos um espaço onde possamos andar por pratileiras de livros, folhear aqueles que causam espanto pela capa, procurar livros do seu autor predileto,  ter 5 minutos para ler alguma materia engraçada... As livrarias são os lugares que mais me causam euforia, com certeza causa euforia em muita gente, mas por enquanto só temos fast´foods na Cidade.